quarta-feira, 4 de março de 2009

A Lenda do Capitólio

Quem foram Rómulo e Remo?


Uma lenda antiga diz que a cidade de Roma foi fundada por um homem chamado Rómulo. ele e o seu irmão gémeo, remo, foram abandonados pelos pais e criados por uma loba.
Uma das lendas descreve o seguinte:
Um dia, uma jovem vestal (mulheres que deveriam manter o fogo sagrado nos templos) teria ido buscar água para um sacrifício a um bosque sagrado, junto ao rio Tibre. Esta foi seduzida por Marte, deus romano da guerra, que a engravidou. Desta união proibida nasceram dois gémeos: Rómulo e Remo. Quando nasceram, foram abandonados numa cesta e lançados ao rio Tibre, a mando do seu tio Amúlio. Tudo porque este tinha medo que essas crianças viessem futuramente a destroná-lo.A corrente do Tibre, em vez de as levar para o mar, milagrosamente, depositou-as num lugar seco, perto do Monte Palatino. Rómulo e Remo foram salvos por uma loba enviada por Marte. A loba criou-os e amamentou-os juntamente com as suas crias. Mais tarde, um casal de pastores, encontrou-os e criou-os.Já adulto, Remo envolveu-se numa rixa com alguns pastores e foi conduzido a Amúlio. Informado por Fáustulo das circunstancias do seu nascimento, Rómulo dirigiu-se ao palácio e libertou o irmão. Vingaram-se do tio, colocando, no seu lugar, Numitor, seu avô, novo rei de Alba. Com isso, ganharam o direito de fundar uma cidade no lugar em que a loba os encontrou, que foi Roma (753 a.C.). Como não sabiam o local exacto, propuseram-se interrogar os presságios. Remo instalou-se no monte Aventino, e Rómulo no Palatino, onde cada um dos gémeos consultou os deuses para saber onde se fundaria a nova cidade. A Remo foi-lhe enviado como presságio seis abutres a voarem sobre o Aventino, enquanto a Rómulo, favorecido pela Fortuna, surgiram-lhe doze abutres.Rómulo, para demarcar o território da cidade, traçou, em torno de Palatino, um grande sulco circular, demarcando o ''pomerium'' (muralha ou vedação em latim), com um arado de ferro guiado por dois bois brancos; a terra remexida simbolizava uma muralha e o sulco simbolizava o fosso. Esse sulco circular não era completamente fechado, apresentando interrupções onde seriam os portões da cidade. Mas Remo, para mostrar ao irmão que aquelas muralhas não valiam de nada, saltou por cima, ridicularizando a obra do irmão. Este, furioso, matou-o a golpes de espada. O sacrifício sangrento necessário para fundação de Roma, deixando claro que quem infringisse as leis romanas, sofreria as consequências. Rómulo arrependeu-se, posteriormente, chorando a morte do irmão, mas o destino estava traçado. Rómulo matou Remo, tornando-se o primeiro rei de Roma.
Para povoar a cidade, dado que os recursos locais eram insuficientes, permitiu que se alojassem, nos arredores de Roma, exilados, devedores insolentes, homicidas e escravos fugidos. Para além disso, para assegurar a continuidade da população da cidade, foi preciso arranjar mulheres. Deu-se, então, o rapto das Sabinas, provocando uma guerra contra os sabinos, que acabou, no entanto, com um tratado de união entre os dois povos. A segunda geração romana era, desse modo, uma mistura entre habitantes das colinas romanas, latinos e sabinos, fusão que estará na origem da formação étnica do povo de Roma.
Diz a lenda que, quando Rómulo morreu foi levado para os céus pelo seu pai, o deus Marte, tendo sido, mais tarde, adorado sob a forma do deus (Quirino).
Essa história é apenas uma lenda, mas existem informações verdadeiras. A primeira é que os fundadores de Roma criavam gado, conheciam metalurgia e praticavam a agricultura. Essas informações foram comprovadas pela arqueologia e estão presentes na lenda. A segunda informação é que Roma foi inicialmente uma Monarquia, e que o primeiro rei chamava-se Rómulo. Os povos da planície do Lácio eram constantemente ameaçados pelo etruscos, então, decidiram fundar uma cidade fortificada, com uma grande muralha e alguns poucos portões. Quem entrasse era considerado inimigo e logo assassinado.

Adaptado da Wikipédia

Retira do texto as informações que comprovam que esta lenda poderá ter um fundamento verídico.

Procura outra ou outras versões desta lenda.

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terça-feira, 20 de janeiro de 2009

A Grécia Antiga

Relevo e clima da Grécia Antiga

Considerável parcela dos elementos culturais das comunidades gregas foram formatados e determinados, em parte, pelo relevo acidentado, pela proximidade do mar e pelo clima. Essas características gerais dos territórios gregos na Antigüidade persistem, praticamente inalterados, até hoje.
Relevo
Na superfície da península balcânica e das ilhas do Egeu, primeiras regiões ocupadas pelos gregos, predomina o relevo montanhoso. As montanhas mais elevadas têm orientação noroeste-sudeste (Cadeia do Pindo) e seu ponto culminante é o Monte Olimpo, com 2.917 metros. Há numerosas cavernas e, entre elas, planícies e pequenos planaltos cercados por terreno acidentado e de acesso difícil.
O relevo de toda a parte oriental do Mediterrâneo se formou durante o Terciário, entre 65 e 2 milhões de anos A.P. Há ainda significante instabilidade geológica na região, e abalos sísmicos ocorrem de tempos em tempos até hoje.
As demais regiões ocupadas pelos gregos têm morfologia semelhante. Um planalto elevado domina a península anatólica e a costa, bastante estreita, é recortada e cheia de pequenas ilhas. O sul da península italiana tem uma cadeia montanhosa central (Apeninos) cercada de pequenas planícies costeiras; o relevo da Sicília é, no entanto, pouco pronunciado e há amplas e férteis planícies.
As barreiras estabelecidas pelo relevo favoreceram o isolamento entre as comunidades gregas que foram se estabelecendo nas planícies a partir do Neolítico ou da Idade do Bronze. A ligação entre as cidades mais distantes, em geral, se dava por via marítima, pois as costas recortadas e as ilhas numerosas e próximas umas das outras facilitavam a navegação.
Clima e recursos naturais
O clima é, atualmente, do tipo mediterrâneo; na Antigüidade, as estações do ano tinham provavelmente as mesmas características.
O inverno começa em dezembro, tem chuvas intermitentes, é suave no litoral e rude no interior montanhoso; a primavera é curta e úmida, e em maio já se instala um verão quente e seco; o outono começa em setembro e outubro. Em Atenas, a temperatura média de janeiro é 8º e, de julho, 27º (média anual: 17º).
Ao contrário da península anatólica, irrigada por numerosos rios, a pluviosidade na península balcânica é irregular e insuficiente para tornar os rios perenes; poucos são mais do que simples correntes de água. A maioria é completamente inadequada para a navegação.
A vegetação consiste, no norte da península balcânica, de árvores e arbustos, principalmente nas encostas das montanhas e colinas. No sul, predominam os arbustos e as pequenas árvores; durante o verão, graças ao clima seco, eles ficam em grande parte ressecados.
Eis uma estatística de 1996 do uso do solo na Grécia moderna: terra arável, 23%; plantações permanentes, 8%; prados e pastagens, 40%; florestas e bosques, 20%; outros, 9%. Durante a Antigüidade, sem dúvida, o aproveitamento agrícola do solo era muito menor.
Os recursos naturais eram também muito escassos. Destacaram-se, na Antigüidade, apenas a madeira, a argila, o mármore e a prata da península balcânica; o cobre de Chipre; o mármore e a obsidiana das Cíclades.

Notas
O clima mediterrâneo é um subtipo dos climas temperados característicos das latitudes médias do globo terrestre. Há quatro estações bem definidas: primavera, verão, outono e inverno. A vegetação tem folhas caducas, isto é, as árvores perdem as folhas no outono e inverno. Nessas regiões o clima é controlado predominantemente pelas massas polares e pelas massas de ar marítimas; as variações ocorrem por conta da maior ou menor proximadade do mar e do tamanho da massa de água. No clima mediterrâneo do sul da Europa, o verão é quente e seco; o inverno, embora pouco frio, é bastante úmido.

A obsidiana é uma rocha vulcânica de cor negra e aspecto vitrificado, muito utilizada na confecção de facas, pontas de flecha e outros artefatos durante o Paleolítico, Mesolítico, Neolítico e Idade do Bronze. No Egeu, a principal fonte de obsidiana era a ilha de Melos, nas Cíclades.

quinta-feira, 8 de maio de 2008

A Reconquista Cristã



Por volta do ano 711 toda a Península Ibérica foi invadida muçulmanos, obrigando os visigodos a recolher-se principalmente nas Astúrias, uma região no Norte da Península, que, pelas suas características naturais, colocava grandes dificuldades ao domínio muçulmano.
A Reconquista (também referenciada como Conquista cristã) é a designação historiográfica para o movimento cristão com início no século VIII que visava à recuperação dos Visigodos cristãos das terras perdidas para os árabes durante a invasão da Península Ibérica.
Os muçulmanos não conseguiram ocupar a região montanhosa das Astúrias, onde resistiram muitos refugiados; aí surgiria Pelágio (ou Pelaio) que se pôs à frente dos refugiados, iniciando imediatamente um movimento para reconquistar o território perdido.
A reconquista de todo o território peninsular vai durar cerca de oito séculos, só ficando concluída em 1492 com a reconquista do reino muçulmano de Granada pelos Reis Católicos. Em Portugal, a reconquista terminou com a conquista definitiva de Silves pelas forças de D. Afonso III, em 1253.
Afonso VI, rei de Leão, de Castela e de Galiza, aproveitando as lutas entre os principados muçulmanos após a desagregação do califado de Córdova (1031), prosseguiu a guerra contra os infiéis e conquistou Toledo, onde fixou a capital.
Acudindo aos apelos de Afonso VI, entre os cavaleiros de além-Pirenéus, vem Raimundo, filho do conde de Borgonha, que casaria com D. Urraca, filha do rei de Leão e recebe deste (1093) o governo de toda a Galiza até ao Tejo. No ano seguinte chega à Península D. Henrique, irmão do Duque de Borgonha e primo de Raimundo, que recebe a mão de D. Teresa, filha ilegítima de Afonso VI e recebe, depois, o governo da província portucalense que fazia parte do Reino da Galiza - terra que seu filho Afonso Henriques (revoltando-se contra ela e o seu padastro Fernão Peres de Trava) alargou e tornou em reino independente. Assim, a formação do reino de Portugal foi uma frutuosa consequência das cruzadas do Ocidente. O reino da Galiza passou a ser unicamente aquele ao norte do rio Minho, ficando, com o tempo, mais dependente do poder do Reino de Castela — limitada por Leão a Este e por Portugal a Sul, a Galiza assumia assim a sua fronteira e Portugal seria o único a constituir um estado independente do poder castelhano.
Depois de D. Afonso VI de Leão, o último grande reconquistador espanhol até aos reis católicos, a reconquista contra os Almóadas foi prosseguida pelos reis de Portugal, Castela, Aragão e pelos condes de Barcelona.
Portugal na Reconquista
D. Afonso Henriques, filho do conde de Portucale, iria revoltar-se contra as tropas apoiantes de sua mãe, conquistando a Independência de Portugal e iniciando a reconquista portuguesa autonomamente.


Do Castelo de Guimarães parte o esforço da reconquista .

quinta-feira, 10 de abril de 2008

Jogos

Olá a todos.

Iniciamos o último período deste ano lectivo e nada melhor do que começar por uns jogos sobre a nova matéria - Invasões.

Procura na barra lateral os links que te permitem aplicar os teus conhecimentos.

terça-feira, 1 de abril de 2008

As Invasões Bárbaras


Entre o século V e VIIIX o Império Romano sofreu uma primeira vaga de invasões criando um clima de insegurança.
Indica os povos que invadiram a Europa nesse período.

terça-feira, 11 de março de 2008

Boas Férias a todos





terça-feira, 4 de março de 2008

Actividades Lúdicas


Aqui está mais um conjunto de hiperligações que te permitirão estudar a materia dada.

Aplica os teus conhecimentos numa sopa de letras e nas palavras cruzadas.

Se tiveres alguma duvida recorre ao teu manual.